Ordem dos Advogados — 100 anos

ORDEM DOS ADVOGADOS

Revista da Ordem
dos Advogados

Desde 1941, um espaço de reflexão, estudo e partilha do conhecimento jurídico.

Arquivo da Revista · 2005

Carlos Olavo


Foi com grande prazer e muita honra que aceitei o convite do Bastonário Rogério Alves para ser Director da Revista da Ordem dos Advogados.

Tenho pela ROA um carinho muito especial.
A razão é óbvia: o meu pai, Fernando Olavo, foi um dos seus fundadores e membro do seu primeiro Conselho Directivo.

Pretendia então a ROA divulgar a produção de pensamento jurídico que se fazia na Ordem dos Advogados, no âmbito do Instituto da Conferência.

O Instituto da Conferência já não existe, mas a ROA continua e já completou 64 anos sobre o seu lançamento. Mas, nesta longa existência, está ainda longe da idade da reforma; soube rejuvenescer-se e manter-se actual, em termos de ser uma das principais, se não a principal, revista portuguesa de Direito, marcante na doutrina jurídica e na jurisprudência da Ordem dos Advogados.

Tal foi possível graças aos muitos que, ao longo do tempo, para ela têm contribuído.
É assim sempre com renovado orgulho que se registam reconhecimentos públicos daqueles que fazem com que a ROA continue a ser possível.

Em 2005, ingressaram na Academia de Ciências de Lisboa, pela sua Classe de Letras e pela Secção de Direito e Sociologia, como Sócios Correspondentes, os Senhores Professores Doutores José de Oliveira Ascensão e António Menezes Cordeiro.

O Professor Doutor José de Oliveira Ascensão há vários anos que contribui para o prestígio da Revista, quer pelos artigos com que colabora, quer enquanto membro da Comissão de Redacção.

Quanto ao Professor Doutor António Menezes Cordeiro, tem sido, com o seu prestígio, sabedoria e determinação, a alma da Revista.

É reconfortante saber que acompanham neste novo desafio.
Não iremos introduzir alterações ao que tem vindo a ser feito e conseguiu granjear credibilidade e respeito.

Mas também não nos basta manter a posição adquirida.
No actual mundo de mudança, quem fica parado recua.
Por isso, em labor discreto e permanente, pretendemos melhorar o que já é bom e eliminar defeitos, para que a Revista da Ordem dos Advogados continue a ser a principal revista jurídica portuguesa.

Carlos Olavo